Vereadores mudaram de opinião na hora de votar
A votação do projeto de lei que trata do apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social, no qual constava a criação do Cartão Alimentação, deixou evidente que a oposição estava dividida quanto à proposta. Dois dos vereadores, Celso Carlos Emydio da Silva (DEM) e Eduardo Hoffmann (PDT), mudaram de posicionamento após reuniões com seus partidos, que solicitaram outra postura: a reprovação.
O assunto foi levantado pelos vereadores Alessandro Simas (PR) e Valmir Coelho Ludvig (PT). Sem citar nomes, Simas disse que havia legislador que tinha se posicionado favorável ao projeto de criação do cartão, por entender que a medida seria benéfica à população. Entretanto, o mesmo mudara de opinião na última hora.
“Eu ainda sou muito novo na política. Não consigo entender que uma pessoa que tínhamos aqui, dentro dos blocos, que pensava que o cartão era a melhor forma (..) que ela tenha que votar contra a própria consciência. Porque as pessoas que votaram nela muitas vezes pensavam que ela iria votar a favor do cartão”, disse Simas.
Na tribuna, Dejair Machado (DEM) disse que não há nenhum problema em se mudar de opinião. Sobre o voto fechado da bancada DEM/PDT, ele frisou que o bloco firmou posição para votar junto contra o cartão.
“Não sei a quem o senhor está se referindo. A mim não é. Mas isso tem alguma coisa de errado? O que há de certo é tomar posição naquilo que se faz. Defender aquilo que achamos mais justo. O bloco firmou posição e manteve, porque é assim que se faz política e entra no parlamento”, disse Machado.
Valmir Ludvig (PT) também tocou no assunto, apontando para divergências de opinião entre o bloco de oposicionistas. “Houve um acordo dos partidos para que votassem fechado contra o cartão. Entendemos que tanto o DEM quanto o PDT poderiam liberar seus vereadores para votar de acordo com suas consciências. Porque sabemos que é diferente a posição dentro de cada partido”, disparou o líder do governo na Câmara.
Ao final da votação, o vereador Celso Carlos Emydio da Silva (DEM) utilizou a palavra para colocar que estava votando favoravelmente ao projeto alterado pela oposição, mas por uma definição do partido. “Quero aqui colocar, também, uma posição que tomamos - eu e o vereador Duda (Eduardo Hoffmann), de nos posicionarmos de forma favorável ao cartão. Talvez até por uma atitude inconveniente. Naquela época nos posicionamos de forma favorável. Só que pertencemos a partidos políticos e tivemos que tomar essa posição em cima da política partidária”, disse o Democrata.



